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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Os Santos Populares da minha infância

Festas juninas em Porto Alegre para levar as crianças - DiverDica

 

Ao fundo da rua onde morava, havia um largo.

De frente para ele, morava uma vizinha que enfeitava o largo com bandeirinhas de papel coloridas.

Havia alguém que travava de fazer a fogueira, que os mais atrevidos ou corajosos se atreviam a saltar.

A dita vizinha, na sua aparelhagem, punha música a tocar. Discos, de música popular, músicas de marchas populares e outras infantis.

Ali se juntavam as crianças das ruas próximas, a brincar, a dançar, e os familiares, a conversar enquanto davam uma olhadela aos mais novos.

Não me lembro se faziam alguma coisa para comer. Também não estava lá para isso.

Lembro-me só do quão éramos felizes com tão pouco.

A minha vizinha do lado

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Depois de um casal discreto e simpático que estreou a casa e por lá ficou apenas um mês, logo chegou uma nova inquilina para a casa ao lado da minha.

O T1, com paredes comuns à minha casa, é agora ocupado por uma mulher, mais nova que eu, e três filhas, com idades entre os 6 e 10/11 anos, penso eu.

 

 

Todos os dias, de manhã cedo, e à noite, ouço, quando estou na cozinha, casa de banho ou no quarto da minha filha, algo a deslizar e bater contra a parede.

Deduzi que, ou são camas desdobráveis, que montam e desmontam, e encostam à parede para não ocupar espaço, ou então que os seus móveis devem ter rodas, e andam por ali a desviá-los de um lado para o outro, consoante o sítio para onde querem ir, e acabam por chocar contra a parede.

A maior parte das vezes, já sei que vem aí encontrão, porque ouço o som do deslizamento. Outras, ainda assim, apanho sustos porque o estrondo é maior do que eu supus.

Não sei se a senhoria, no andar de cima, também ouve. Se sim, já deve estar preocupada com o estado em que estarão as suas ricas paredes.

É bem feito! Por vezes têm que calhar com alguém assim, para deixar de reclamar com os outros!

 

 

Quase todos os dias, oiço a vizinha, também de manhã cedo ou à noite (horas a que, pelos vistos, estamos as duas em casa), a gritar e ralhar com as miúdas, e uma ou outra a chorar.

E só penso "coitada, sozinha a criar três filhas pequenas, não deve ser fácil". 

 

 

Vamos ver por quanto tempo aqui ficarão.