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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A minha vizinhança é uma animação

História de hoje: Uma vizinhança do barulho | Jornal do Sindico

 

Sábado à tarde, estávamos em casa, e ouvimos os gritos.

Era a vizinha, em guerra com o filho.

Nada de novo.

Todas as semanas há espetáculo no bairro. Por vezes, mais do que uma sessão por dia.

Em algumas delas, a GNR e os Bombeiros juntam-se à festa.

Numa ocasião, vimos mesmo um cabo de vassoura no ar.

 

A mãe tem a fama de beber uns copitos, arranjar confusão com toda a gente e ser ordinária.

O filho, tem uma doença qualquer, mas também a fama de ser drogado.

Dizem que o filho bate na mãe. 

Não sei se é verdade. Não sei se não será recíproco...

 

Mas, dizia eu, a vizinha estava aos gritos com o filho.

A mãe: "És um drogado! Queres dinheiro? Vai pedir à tua mãe! Vai pedir à tua mãe!"

O filho, para a mãe: "Fala baixo! Porque é que estás para aí a gritar?"

E a mãe, continuando a gritar: "E tu, porque é que estás a falar baixo?"

 

Realmente, que despautério!

Quem é que discute a falar normalmente?

Parece anedota!

Mas isto tem tudo para correr mal.

 

Volta e meia, os vizinhos chamam a GNR. 

Mas tudo segue igual. 

Não se vê grande intervenção.

Qualquer dia, já ninguém faz nada. Já ninguém liga.

 

E, qualquer dia, alguma desgraça acontece.

Não foi por falta de aviso...

 

8 Anos de Marta - O meu canto

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Há 8 anos nascia o Marta - O meu canto aqui no Sapo, com algumas expectativas mas, sobretudo, com imensa vontade de partilhar com os outros um pouco de mim, das minhas ideias, dos meus pensamentos, daquilo que escrevia quando a inspiração me batia à porta.

 

Da minha experiência, enquanto blogger, ao longo destes oito anos, guardo de positivo:

  • os vizinhos que fui conhecendo aqui no bairro, alguns dos quais acompanho e me acompanham até hoje
  • a partilha de experiências e como essa mesma partilha, de alguma forma, me ajudou ou ajudou os outros em diversas situações
  • a troca saudável de ideias e opiniões
  • os momentos divertidos que nos são proporcionados, e que nos ajudam a alienar do dia a dia
  • a solidariedade, o companheirismo, o apoio, ainda que virtual, nos momentos mais complicados
  • o reconhecimento e surpresas do Sapo Blogs 

 

Penso que esta é a primeira vez que me lembro do aniversário do blog, num dia que me marca especialmente por fazer, hoje, 17 anos que partiu a nossa gata Fofinha, que deu o mote para o primeiro texto do blog.

 

Obrigada a todos os que estão desse lado, e despendem um pouco do vosso tempo a vir até aqui a este cantinho, fazendo-me voltar, dia após dia, com algo de novo - 3378 posts no total!

Obrigada à equipa Sapo, pela forma como me recebeu e me tem apoiado ao longo dos anos, surpreendendo-me, muitas vezes, naqueles momentos em que começo a ter dúvidas sobre se fará sentido continuar com o blog.

 

E que venham muitos mais anos de Marta - O meu canto!

Que resposta se dá a isto?

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Não vale a pena arranjar discussões ou debater com pessoas cuja mentalidade está tão vincada, que nunca mudará. Perdemos o nosso tempo, a nossa energia, e ficamos na mesma. Cada um com a sua opinião.

No entanto, chega a um ponto em que, de tanto ouvir disparates, algum dia a nossa faceta de indiferentes, surdos, tolerantes, compreensivos para com a idade das pessoas e forma como foram criadas, é empurrada para o lado, para deixar passar aquela que nos leva a dizer o que realmente pensamos!

 

Ontem, em conversa com uma senhora, queixava-se ela da cadela do vizinho, que ladra todo o dia, e que o dono não a sabe educar. 

Ao que respondi que é a forma como a cadela comunica, é a fala dela.

 

"Ah e tal, eu sei que é a fala dela, mas tudo tem limites. A cadela leva o dia todo a ladrar. Tem que ser educada para não o fazer."

E eu voltei à carga: "Então, isso é a mesma coisa que estar a dizer que as pessoas têm que passar a vida caladas."

"Ai, mas é que uma pessoa chega ao fim do dia com a cabeça em água. Era dar-lhe uma verdascada, sempre que ladra, para a educar."

 

Então e você acha bem bater nos animais? Não é assim que se educa um animal. Sabe porque é que ela ladra? Porque está ali o dia inteiro presa, não a levam a passear, não lhe dão uma festa, não lhe dão atenção, um mimo que seja. E depois, vê os gatos andarem por aí à solta e também quer. Se a tratassem de outra forma, já não ladrava assim. Lá concordou e a mudou de assunto para a cadela que faleceu.

 

"Ah e tal, o dono fartou-se de gastar dinheiro com ela no veterinário"

E lá me saltou a tampa mais uma vez: "Pois, é pena é que tenha gasto tanto dinheiro em veterinário, e tão pouco em amor e atenção. A cadela andava sempre aí sozinha, quase abandonada.

"Ah, mas olha que ele arranjou uma cama para ela, para ela dormir na garagem. Era lá que ela ficava de noite. De dia vinha para a rua porque queria, não estava habituada a ficar presa. E olha que ele até fez uma campa para ela."

 

Pois, claro! Não vale a pena bater na mesma tecla que a música que dali sai é a mesma.

Que resposta vai uma pessoa dar a isto?

Acho que, mais do que os animais, eram as pessoas que deveriam ser educadas! 

 

O drama da roupa no estendal

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Não é tão bom sentir o cheiro da roupa acabadinha de lavar?

Não é tão bom ter a sorte de estarem dias lindos de sol, que permitem estender a roupa na rua, em vez de a secar na máquina, e assim poupar electricidade?

Não é tão bom apanhar a roupa, já seca, e continuar a sentir o cheirinho a lavado?

 

É perfeito!

 

O que não é perfeito, é que todos os dias há alguém que se lembra de fazer queimadas, ou de fazer churrasco, ali por perto.

E a roupa lavada e bem cheirosa depressa se transforma em roupa a cheirar a fumo, que dá vontade de pôr a lavar novamente, só para tirar aquele cheiro. Não fosse o facto de não adiantar de nada, porque a seguir teria o mesmo triste destino!

 

Que nervos!

É que tanto faz ser dia de semana,como fim-de-semana, ser meio dia, ou duas da tarde. Há sempre fumeiro por perto.

Acham que é caso para pedir indemnização por danos materiais e psicológicos?!

Instinto Maternal

Imagem relacionada

 

Vimos uma vez o trailer, quando andávamos à procura de um filme para ver. 

Nessa altura, ainda só estava disponível para aluguer, no videoclube da Meo.

Entretanto, recentemente, vimos que ia passar na TV e gravámos. Vimo-lo na sexta-feira passada.

 

O filme começa com um primeiro contacto entre Scarlet e um estranho vizinho, Seth, de quem a filha de Norah não gostou muito, apesar de até estudarem na mesma escola.

Mas se, no início, essa antipatia é minorizada, o mesmo não acontece quando o irmão de Scarlet, Gus, que se encontrava a cargo da irmã enquanto os pais estavam fora, desaparece de casa. Isto depois de Norah tomar conhecimento de que esse mesmo Seth andou a fotografar a sua filha em roupa interior, e a anda a assediar, enviando-lhe as fotografias para o telemóvel.

 

Todas as pistas apontam para Seth, um jovem estranho, delinquente, com antecedentes criminais, e proveniente de uma família desestruturada, como grande responsável pelo rapto de Gus mas, sem provas, não o podem manter detido.

Por outro lado, ao longo do filme, ficamos com aquela sensação de que isso seria demasiado óbvio, e que, mesmo estando envolvido, deverá haver algo ou alguém por detrás desse acto. A minha suspeita começa a cair sobre o detective encarregado do caso que, a dado momento, até "planta" provas incriminatórias em casa de Seth, levando a mãe deste a ser levada pela polícia.

 

No entanto, Norah, uma mulher de fibra, garra, capaz de tudo para ter o seu filho de volta antes que seja tarde demais, está convicta de que Seth é o raptor e não hesita em fazer tudo o que pode, resolvendo, perante uma justiça lenta e pouco activa, as coisas à sua maneira.

Norah consegue levar Seth, depois de inanimado por lhe ter dado uma pancada na cabeça, para uma casa isolada que está a tentar vender, e colocá-lo dentro de uma jaula, sem roupa e amarrado, onde pretende torturá-lo ou, até, matá-lo, se ele não lhe revelar o paradeiro do seu filho.

 

Só que as coisas não correm como seria de esperar, e agora, não só Gus corre perigo, como também Scarlet. E o tempo está a fugir por entre os dedos...

Conseguirá Norah salvar ambos os filhos? E, afinal, quem é que está por detrás do desaparecimento dos dois? Estará o instinto de Norah certo desde o início, ou será apenas o desespero a falar mais alto?