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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E a Itália é a grande vencedora do Festival Eurovisão da Canção!

(Rock & roll never dies!)

Italy wins 2021 Eurovision Song Contest following tight race | Music | DW |  22.05.2021

 

Dois anos depois da vitória dos Países Baixos, com Duncan Laurence, foi ontem escolhido o seu sucessor - a Itália.

Foi uma votação curiosa, em que três dos Big Five - Reino Unido, Alemanha e Espanha - ocuparam os últimos lugares da tabela, enquanto que os outros dois - Itália e França - estavam a disputar a vitória.

O país anfitrião, ficou logo a seguir, também nas últimas posições.

Acho que se formos analisar bem, alguns destes Big Five, senão mesmo a maioria, só lá estão porque não têm que passar pelas semifinais. Se assim fosse, em muitos anos, deixariam de marcar presença.

Outro facto estranho foi a quantidade de "0 pontos" atribuídos pelo público. Acho que não me lembro de, em algum ano, haver um país que não tivesse um mínimo de votos, quanto mais 4!

Mas foi bonito de ver o fair play demonstrado pelos restantes, com aplausos para estas canções não votadas.

E a cara de alguns concorrentes que, com a sua relativa fama, achavam que o público lhes faria subir as pontuações e ficaram de "boca aberta" quando revelaram a pontuação atribuída.

Mas como as curiosidades não se ficam por aqui, de salientar, como foi referido pela representante da França que, no Top 3 estavam 3 canções que não eram cantadas em inglês.

Na votação do júri, com a Suiça em primeiro lugar, e a França em segundo, duas músicas cantadas em inglês.

Após a votação do público, a Itália acabou por passar as suas adversárias, num hard rock cantado em italiano.

Não era a minha preferida.

A França merecia a vitória. A Suiça, nem tanto.

Mas, se virmos bem, depois de uma música calminha, teria que vencer uma mais ritmada!

Tal como a Neta, depois do Salvador Sobral.

 

Duvido que a canção faça o sucesso de outras vencedoras.

Nem é uma música que fica no ouvido.

Que daqui a uns meses, ou até mesmo no próximo ano, nós estejamos a cantar, como se tivesse acabado de vencer.

Mas pronto, também tem direito.

Até porque que a Itália estava de jejum há 31 anos, e dizem que já estava a dar sinais de querer abandonar o barco e, como é um dos Big Five, não convém muito. 

 

Quanto à prestação de Portugal e dos The Black Mamba, grande pontuação e classificação obtida pelo jurí. Menos sorte teve com o público, o que contrasta com as notícias que tinham vindo a surgir sobre a nossa canção, e o sucesso, até mesmo em termos de vendas no itunes.

 

Uma das coisas que reparei foi que, apesar do adiamento, a grande maioria dos países voltou a convidar os artistas que tinham sido escolhidos em 2020, mudando apenas a música.

Portugal não o fez, e preferiu apostar em novos representantes. Talvez tenha sido a nossa sorte. Acredito que a Elisa não conseguiria uma pontuação tão boa.

 

Mas acho que, no fim de tudo, o que fica é um grande espectáculo de música e dança, de regresso ao trabalho, de regresso à relativa normalidade controlada.

Um momento de conquista, e vitória.

Um momento de esperança.

 

A final da Eurovisão e a precisão das casas de apostas

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É verdade que, no sábado, as atenções estavam, quase totalmente, viradas para a final do campeonato de futebol, e já com tudo a jeito para rumar ao Marquês, para celebrar a vitória do Benfica. Mas sábado foi, também, noite de final do Festival Eurovisão da Canção. E eu fui, certamente, das poucas que preferiu este concerto gratuito, no conforto da sua cama, a andar por aí a buzinar com cachecóis vermelhos, e enfiar-se na confusão/ multidão lisboeta.

 

 

Perguntava o meu marido: "mas quem é que se lembra de emitir o Festival da Canção no mesmo dia da final do campeonato?". Esquece-se de que esta final foi marcada muito antes.

E, além disso, não aconteceu precisamente o mesmo no ano em que Salvador Sobral venceu?! Era eu em casa, eufórica por a vitória ter calhado a Portugal, e o meu marido, no trabalho, a vibrar com a vitória do Benfica!

Este ano, era ele na sala a ver a festa benfiquista na TV, e eu, no quarto, com uma enorme dificuldade em manter os olhos abertos até ao final, a ver o desfile das canções, e em espera pelo resultado das votações.

 

 

 

 

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Por falar em votações, foi impressão minha ou, desta vez, a distribuição dos pontos do televoto ocorreu de forma diferente? Tenho a ideia de que, nos anos anteriores, começavam pelo país que levou menos pontuação, e iam aumentando.

Este ano, foi dada aleatoriamente, o que levou a nervos a dobrar, com o rumo que a pontuação estava a levar!

E, engano-me, ou foi a primeira vez que, no televoto, houve uma canção com 0 pontos?

Enfim...

As casas de apostas davam, este ano, como vencedora, a canção holandesa.

Pois que vi a coisa muito mal parada, e pensei mesmo que as casas de apostas valem o que valem, e também falham. Pela votação dos júris de cada país, não chegava lá. 

Se a Macedónia do Norte estava a ser uma surpresa, em termos de votação, a Holanda estava a ficar muiti aquém das expectativas.

E aquele pódio a ser disputado pela Itália e pela Suécia... sem comentários.

Felizmente, o público conseguiu dar a volta à pontuação, e repôr a normalidade, confirmando que as casas de apostas são precisas, e acertam quase sempre!

 

 

 

 

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Mas, falando das músicas finalistas, as minhas favoritas eram:

Holanda

Suiça

Noruega

Espanha

Reino Unido

Rússia

 

 

 

 

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As que menos gostei

Islândia

Israel

Itália

Alemanha

San Marino

Dinamarca

Azerbeijão

República Checa

 

 

 

 

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As que têm mais gritos

Macedónia do Norte

Sérvia

 

 

 

 

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As que ainda me andam no ouvido, ainda que não sendo favoritas

Malta

Bielorrússia

Estónia

Chipre

 

 

 

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Em termos de actuações extra concurso, não gostei muito nem da Madonna, nem dos concorrentes das edições anteriores. Esperava mais.

E o que dizer de "Nana Banana", o novo tema da Netta?! Acho que é mesmo como ela diz "I do what I wanna...", sem se preocupar com mais nada. 

Para mim, Netta só faz sentido com "Toy".

E apesar desta edição em Telavive, a música que continua a permancer na memória é o "Fuego", da Eleni Foureira!

 

 

Se bem que, no final da noite, estava eu com a minha filha a cantar:

 

"Ooh, ooh
All I know, all I know
Loving you is a losing game"

 

Continuar a ver o festival eurovisão da canção pode ser um jogo perdido, onde nem sempre vencem os melhores, ou aqueles que mais queríamos mas, ainda assim, parabéns Duncan Laurence!

 

 

 

Let's Dance - a estreia

Foto de Let's Dance - Vamos Dançar.

 

Estreou este sábado o novo concurso da TVI - Let's Dance - uma espécie de Operação Triunfo, mas dedicado à dança, a fazer lembrar o Achas Que Sabes Dançar!

Aliás, um dos concorrentes  - o Ivanoel - participou na última edição desse concurso.

Confesso que estava expectante, porque gosto deste género de programa e, de uma forma geral, não me desiludiu.

Posso afirmar que já tenho programa para ver aos sábados à noite!

 

 

Pontos positivos:

O facto de não haver muitos intervalos, para empatar

O facto de não se perder muito tempo com as votações e de o público também ter uma palavra, ainda que pequenina, a dizer

 

Pontos negativos:

A apresentadora parecia que estava com pressa para despachar as suas falas, e quase se atropelava e às palavras. Seria dos nervos pela estreia? 

 

 

 

Foto de Let's Dance - Vamos Dançar.

 

Sobre os jurados, confesso que simpatizo, desde o primeiro Achas que Sabes Dançar, com o César Augusto Moniz, e faz todo o sentido que ele ali esteja, embora pensasse que seria ele o "presidente do juri" e tivesse participação nas aulas aos concorrentes.

Compreendo também a escolha do Cifrão como jurado e professor, até porque ele tem dado uma grande ajuda na área da dança, noutros programas da estação.

Não percebo tão bem a escolha da Rita Pereira, e tão pouco a da Sofia Ribeiro, que irá substituir a primeira lá mais para a frente. Talvez seja mesmo para avaliar a presença em palco, e atitude.

 

 

 

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Sobre as actuações dos concorrentes, concordei com a apreciação geral dos jurados, e com a selecção dos 8 concorrentes a quem foi oferecida entrada directa na academia que, a certa altura, apelidaram de casa (a fazer lembrar a Casa dos Segredos).

 

Também para mim a melhor coreografia da noite foi a da Francisca e do Ivanoel. Para isso terá, talvez, ajudado, o estilo musical que dançaram.

Os pares, na minha opinião, mais fraquinhos foram a Ana e o Pedro, e a Inês e o Cesariny.

Por decisão dos jurados, foram a solo, para além da Ana e do Pedro, a Inês e o Cristóvão, que fez par com a Kateryna.

 

 

 

Foto de Let's Dance - Vamos Dançar.

 

E foi aqui que uma gala, que estava até então a primar por decisões acertadas e justas, estragou um bocadinho a minha opinião geral, com a decisão dos jurados de dar o seu voto de confiança à Inês. Nos solos, foi a mais fraquinha dos 4. Sempre pensei que escolhessem o Cristóvão. E confesso que, apesar de ser a mais nova e lhe faltar aprender ainda muito, a Ana fez um belíssimo solo, e merecia uma oportunidade. Neste caso, achei mais justa a votação do público.

Aliás, não é que eu tenha alguma coisa contra, porque se o programa não impõe esse tipo de regras, quem sou eu para o fazer. As oportunidades devem ser iguais para todos e o saber não ocupa lugar.

Mas, pergunto-me, o que vão para esta academia fazer pessoas que já estão há anos e anos na dança? Alguns deles são, inclusive, professores de dança e têm bastante experiência.

Será que esta academia é mesmo uma escola para os concorrentes aprenderem? É mais um meio de visibilidade para se tornarem conhecidos?

Ainda assim, Let's Dance, e que vença o melhor!

 

 

Imagens Let's Dance - Vamos Dançar

The Voice Portugal - a final

Fernando Daniel é o vencedor do The Voice Portugal

 

Pergunta pertinente do meu marido, relativamente a esta final do The Voice Portugal:

"Se já sabes quem vai ganhar, porque é que vais ver?"

 

"Porque quero ouvi-los cantar e, lá bem no fundo, tenho esperança de que a votação me surpreenda!" - respondi eu.

 

 

Mas não. Tudo correu como previsto, sem grandes surpresas, provando que este tipo de programas passa muito por manipulação disfarçada, e interesses que vão muito além de escolher a melhor voz. E não digo que o vencedor não tenha merecido o seu lugar ou lutado por ele. Muito pelo contrário. O sucesso que o Fernando Daniel tem, deve-o a si próprio. À produção bastou aproveitar-se disso, e apanhar boleia - "vamos dar ao público o que ele quer, mas disfarçadamente, para não dar muito nas vistas".

 

E não tenho quaisquer dúvidas que o Fernando Daniel vai vender muitos mais álbuns e fazer muito mais sucesso que a vencedora do ano passado - a Deolinda. Basta olhar para a legião de fãs, visualizações no Youtube e, até, o apoio de um artista internacional -James Arthur.

Se o Fernando Daniel é, de facto, a voz? Na minha opinião, não é a voz. É, sim, uma voz que vende, mais virada para o lado comercial. Como dizia o José Carlos Pereira, num programa da concorrência, e com razão, há muitos grandes talentos desconhecidos em Portugal, e sem qualquer sucesso, que dificilmente chegam á superfície. E outros que, rodeados das pessoas certas, mesmo não tendo um grande talento, conseguem destacar-se e saltar para a ribalta.

 

 

Mas vamos lá à avaliação das atuações da gala final:

 

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Francisco Murta, com o tema Yesterday - não me convenceu. Mas teve mérito ao levar uma música nova.

Com a mentora Aurea mostrou o que vale, bem como no tema que já tinha interpretado anteriomente no programa, mas sem nada de novo.

 

 

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Fernando Daniel - com o tema Chandelier fez, na minha opinião, uma das suas piores atuações no The Voice. Nas restantes, esteve muito bem, mas soou a mais do mesmo. A única atuação em que me surprrendeu pela positiva foi aquela em que esteve ao lado do seu mentor.

 

 

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Marta Carvalho - fez uma boa atuação com o mentor, e no tema repetido, mas superou todos com a aposta num estilo diferente daquele a que nos habituou, mostrando um outro lado da Marta, em Dangerous Woman.

 

 

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Miguel Carmona - não gostei muito de o ouvir no primeiro tema, e gostei ainda menos de o ouvir com a Marisa, não tendo em nada ajudado a escolha musical. Ficou mais uma vez provado que o tema que levou os mentores a virarem as 4 cadeiras é o que lhe assenta que nem uma luva, e onde mais gostei de o ouvir.

 

 

 

Foto de The Voice Portugal.

 

Como já tinha referido anteriormente, a Aurea tinha um dos melhores trunfos do programa, e poderia mesmo ter sido a vencedora deste ano, se não tivesse apanhado um Fernando Daniel pela frente, na equipa do Mickael. Ainda assim, conseguiu um honroso 2º lugar.

 

A Marisa, mesmo que tivesse optado pela Andrea, não iria além do 3º lugar. Com sorte, poderia até ficar em 4º. Conseguiu repetir a façanha do ano passado e ficar-se pelo 3º.

 

O Anselmo cedeu o seu 2º posto à Aurea, depois de uma vitória, e ficou-se pelo 4º lugar, que já se sabia que iria para a Marta, a única mulher da competição.

 

O Mickael vence assim, pela 2ª vez consecutiva, uma edição do The Voice Portugal! Pode não ter grande voz para cantar, mas tem olho para os potenciais vencedores, e uma sorte imensa de estes o escolherem como mentor!

 

 

Quanto às votações, que foram mostrando ao longo do programa, começámos com o Fernando Daniel em primeiro, e o Francisco em segundo. Pouco tempo depois, e num claro apelo ao voto para o Fernando, colocam-no em 2º lugar. E o mesmo em relação à Marta e ao Miguel que, sabe-se lá como, mudaram ao fim de pouco tempo de posições.

 

Por último, e relativamente aos apresentadores, devo confessar que aquela elegância que sempre caracterizou a Catarina se perdeu algures pelo caminho. Péssima escolha de vestido, e péssima presença, a puxar para o "pindérico".

 

 

Imagens The Voice Portugal

 

 

A Tua Cara Não Me É Estranha - 9ª Gala

Como previu, e muito bem, a Chic'ana, esta semana foi a vez da Marta Andrino vencer uma gala do A Tua Cara Não Me É Estranha!

Pergunto-me se, para os vencedores, será mesmo surpresa, ou tudo não passará de teatro, quando já há muito foram definidos os seus papéis.

 

Posto isto, as melhores imitações, na minha opinião, foram:

 

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Jorge Mourato - The Cure - grande surpresa, adorei mesmo ouvi-lo cantar, não só como imitação

 

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Darko - Shakira - acho que iria gostar de vê-lo cantar uma música mais mexida, e dançar também

 

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Marta Andrino - Madredeus - embora tenha havido ali uma ou outra frase que não me soou muito bem

 

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David Antunes - José Cid

 

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Carolina Torres - Queen (Freddy Mercury)

 

 

As imitações menos conseguidas:

 

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Maria Sampaio - Adele - já repararam que em quase todas as atuações ela faz as mesmas expressões faciais?

 

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Melânia Gomes - Psy - terá a Melânia inventado a letra?! 

 

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Sérgio Rossi - Celine Dion - o Manuel Luís Goucha aproveitou-se do pobre rapaz!

 

 

E agora que já todos ganharam pelo menos uma vez, para não ficarem tristes, podemos começar a competição a sério, e deixar de brincadeiras?!

 

 

Imagens http://www.tvi.iol.pt/