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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Também há automobilistas apressados!

 

As estradas portuguesas parecem, em determinadas alturas, verdadeiras selvas, onde a única lei que vigora é a do "salve-se quem puder".

E se é verdade que existem peões apressados, os automobilistas não lhes ficam atrás.

Já foram várias as vezes que fui levar a minha filha à escola e, na passadeira, os automobilistas não pararam para nos deixar passar. Uns, nem quiseram saber. Outros, pediram desculpa depois de passarem. Um ou outro, em vez de abrandar, acelerou.

Já fui, juntamente com um senhor que estava a atravessar em sentido contrário, atropelada numa passadeira. E o condutor nem abrandou, muito menos parou, para ver se estávamos bem.

Estou muitas vezes a tentar atravessar em passadeiras, e vejo a forma como alguns param - como se isso significasse um grande sacrifício ou estorvo. Alguns travam mesmo em cima, depois de perderem a esperança de os deixarmos passar primeiro.

Acredito que muitos estejam com pressa, e já vão atrasados. Mas eles vão de carro. Nós, andamos a pé. E também podemos estar com pressa.

Quando chove, então, ainda me irritam mais os automobilistas que vão no seu carrinho, protegidos da chuva, do frio e do vendaval, e não têm a mínima consideração por quem anda a pé, com chapéu de chuva como única protecção, e é obrigado a parar e deixar os meninos passar.

Mas também há o reverso da medalha. 

Quando vejo um único automobilista a aproximar-se de uma passadeira na qual eu estou a tentar passar, tem mais lógica deixar passar o carro, já que, a seguir, não vem nenhum e posso passar à vontade. Ainda assim, há condutores que preferem parar, e cumprir as regras de trânsito à letra.

E há peões que, sem o mínimo respeito, atravessam em qualquer lado, com grande descontração, ou se atiram para o meio das passadeiras forçando as veículos a parar.

Eu acho que, se colaborarmos, todos ficamos a ganhar. E as coisas correm de forma mais fluente.

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